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Na confluência dos rios Reno e Meno na Alemanha, bem perto de Frankfurt, está situada a cidade de Mainz (Mogúncia), onde se encontra a matriz do Grupo Schott, SCHOTT GLASWERKE, centro nervoso de um complexo grupo de empresas, que emprega mundialmente 17.800 pessoas e fatura, redondamente, 1,4 bilhões de Euros (US$ 1.7 bilhões).Se considerar-mos as coligadas, o faturamento total sobe para 1,6 bilhões de Euros. 72% das vendas são originadas por fábricas e organizações de vendas no exterior. Dos produtos 65% se destinam à Europa, 22% à América do Norte, 6% ao Oriente, 3% à América do Sul , os 4% restantes para outras localidades. Além
da matriz em Mainz, o grupo Schott é formado por 47 unidades
produtoras, distribuídas pêlos diversos continentes, no
Brasil , atualmente existe a seguinte composição; Schott
Brasil divisão Vitrofarma Rio de Janeiro, schott Brasil Divisão Embalagem Itupeva São Paulo, divisão de Vendas Internacionais
(Schott-Brasil -São Paulo), Schott-Glaverbel Indaiatuba São Paulo e Mineração
Omega São João del Rei Minas Gerais. A partir de aproximadamente 150 matérias primas inorgânicas, o grupo Schott fabrica uma vasta gama de produtos em vidros especiais. Estão incluídos principalmente produtos cujas excepcionais propriedades físicas e químicas fazem com que sejam componentes ou produtos finais essenciais para a mais avançada tecnologia em ciência, pesquisa e indústria. Vidros especiais da Schott são largamente empregados em indústria química, farmacêutica, eletrônica, aparelhos domésticos, óptica, engenharia de precisão e construção civil no mundo inteiro. Com mais de 50.000 produtos em vidro, o grupo Schott é o maior fabricante europeu de vidros especiais.
O vidro borosilicato fabricado a partir de areia de quartzo, óxidos de boro, alumínio, potássio e sódio e hoje também, vidro reciclado, possui um baixíssimo coeficiente de dilatação o que o torna praticamente resistente a grandes choques térmicos, característica muito interessante, dentre outras, em vidraria de laboratório. Um grandioso avanço para a indústria química da época, que trabalhava até então com vidros pouco resistentes. Além disso este vidro apresenta características interessantes por sua transparência, superfície lisa e resistência à maioria dos produtos químicos, mesmo a altas temperaturas. Firma-se assim o conceito e a marca de "Jenaer Glas" (Vidro de Jena) no mundo industrial europeu da época, praticamente desconhecido por nós brasileiros. Antes da 1ªguerra mundial Schott firma um acordo tecnológico com a Corning Glassworks (EUA) e a última recebe então a receita do famoso vidro borosilicato. Nasce nos EUA o vidro resistente a choques térmicos com a marca Pyrex. Com a derrota dos alemães na 1ª guerra mundial, os americanos confiscaram essa receita como parte da reparação de guerra e assim cada vez mais se alastrou o nome Pyrex nos EUA e seus parceiros econômicos, dentre os quais o Brasil. Pyrex se tornou também muito famoso na cozinha brasileira. Hoje, temos uma situação "sui-generis" pelo fato de a Corning subcontratar, por razões técnicas e econômicas a fabricação de grande parte de sua vidraria Pyrex e componentes industriais de grande porte na Schott-Alemanha. Com o tratado de Jalta ficou determinado entre os aliados da 2ª guerra mundial, que o estado em que se situava a cidade de Jena ficaria sob domínio da União Soviética a partir de 1° de julho de 1945. Os americanos, que na ocasião ainda estavam com suas tropas nesta região e também não queriam que boa tecnologia alemã caísse nas mãos comunistas, já prevendo futuras animosidades, evacuaram com caminhões militares, em 25 e 26 de junho de 1945, 41 especialistas da Schott e suas famílias, bem como vasta documentação técnica e equipamentos especiais para a sua área de ocupação no sul da Alemanha Ocidental (cidade de Heidenheim). Quatro pessoas deste grupo ainda vivem, sendo que a mais nova completou recentemente 83 anos. Esta operação surpresa de "desmontagem tecnológica" ficou conhecida como a "Retirada dos 41 Vidreiros". Semelhante destino tiveram funcionários da Carl Zeiss e de outras empresas consideradas estratégicas. Após alguns anos de indefinição nasce em 1951 uma nova Jenaer Glaswerke na cidade de Mainz,. As antigas fábricas da Schott e Zeiss em Jena, confiscadas e estatizadas pêlos comunistas, sem nenhuma indenização aos seus antigos proprietários, se tornaram concorrentes, gerando certa confusão de marcas nos mercados mundiais. Nasce a marca registrada DURAN®, sinônimo do vidro borosilicato, já mais aperfeiçoado, da Schott-Ocidental. Com
o renascimento da Schott, em Mainz, na década de 50 se inicia,
sob a direção do Dr. Erich Schott, filho do fundador falecido
em 1935, a forte expansão mundial do grupo Schott alicerçada
na sua área de pesquisa e desenvolvimento, hoje com mais de 500
especialistas, sempre atenta a novas aplicações para o
vidro.
Paralelamente, transferiu para lá parte de sua produção de ampolas farmacêuticas da célebre vitrocerâmica CERAN destinada à superfície de aquecimento de fogões domésticos e em fase de introdução no mercado brasileiro.
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